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sábado, 28 de fevereiro de 2009

normas para a redação dos trabalhos científicos

NORMAS PARA A REDAÇÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS

OBJETIVIDADE
Ø Deve existir na elaboração, no conteúdo intelectual no tipo de linguagem utilizada.
Ø Linguagem denotativa = significado próprio da palavra, não dar margem para outras interpretações
Ø Use frases curtas e simples, com vocabulário adequado.
Ø Só usar termos técnicos e expressões estrangeiras (inclusive em latim) quando forem indispensáveis.

IMPESSOALIDADE
Ø Evitar expressões como “o meu trabalho”, “eu penso”, “na minha opinião” ,“O nosso trabalho” ,“Destacamos que” (nós)
Ø Usar preferencialmente: “o presente trabalho”, “neste trabalho” .
Ø O emprego do pronome “SE” é o mais adequado. EX: “Procedeu-se ao levantamento” ,“Procurou-se obter” ,“Realizou-se”.
Ø Usar verbos nas formas que tendem a impessoalidade: “Tal informação foi obtida” ,“a busca empreendida” ,“o procedimento adotado”

ESTILO
Ø Usar o nível culto da linguagem em estilo simples, evitando o excesso da retórica, termos em desuso, adjetivação, repetições próximas, e freqüentes.
Ø Jamais poderão fazer parte do texto científico os termos de gíria, expressões deselegantes e erros gramaticais.

CLAREZA E CONCISÃO
Ø Idéias claramente definidas devem expressar-se através de frases e palavras claras.
Ø As frases demasiadamente longas tendem a comprometer a clareza.
Ø Use frases curtas em ordem direta.
Ø Subdivida as frases longas em duas ou mais, de menor extensão.
Ø Cada parágrafo deve apresentar apenas uma idéia principal e em torno dele deve girar as idéias secundárias e os detalhes importantes.
Ø Não repita informações nos parágrafos, nem prolongue a explanação de uma idéia suficientemente esclarecida.
Ø Estabeleça uma linha clara e coerente de raciocínio, concatenando as idéias e informações em ordem lógica e precisa.

ALGUNS CONECTORES: Em suma, inquestionavelmente, sem sombra de dúvida, justamente, certamente, indubitavelmente, dessa forma, assim sendo,diante do exposto, consequentemente, portanto, enquanto, quanto a, no que diz respeito, sobre a(o),considerando que, por exemplo,ou seja,com relação as questões expostas,diante do exposto,de acordo com, conforme Fulano, Fulano assegura, Fulano assevera, Fulano afirma,Segundo Fulano,a propósito.

MODÉSTIA E CORTESIA
Ø Usar de diplomacia na hora de discordar de um a opinião do autor ou criticar algo.
Ø A cortesia também deve se fazer presente nos agradecimentos as pessoas que colaboraram com o trabalho.

Projeto de monografia: orientações e normas de apresentação

PROJETO DE MONOGRAFIA: ORIENTAÇÕES E NORMAS DE APRESENTAÇÃO

• O Projeto de Monografia é um trabalho científico no qual se organizam as diversas etapas de uma proposta teórica sobre determinado assunto.
• Projeto e Monografia são duas coisas distintas:
O projeto propõe um objetivo buscando solucionar um problema. É um plano de pesquisa onde o pesquisador busca a clareza do caminho a ser percorrido e as etapas a serem transpostas, buscando garantir a viabilidade da pesquisa.
A monografia é um plano de exposição dos resultados do trabalho desenvolvido de acordo com o projeto previamente estabelecido.
• O projeto estabelece a ordem das diversas tarefas a serem executadas dentro de um cronograma observado.
• Etapas:
1. Pesquisa de fontes

2. Análise e seleção do material coletado - pensar no título, mesmo que seja provisório, refletindo o propósito da pesquisa;

3. Partes:
a. Introdução
• Deve-se delimitar o assunto a ser pesquisado;
• Estado da arte: O que já foi feito na área? Revisão da literatura referente à questão;

b. Objetivo
• O que se pretende alcançar com a pesquisa;
c. Justificativa
• Como o projeto pretende modificar a situação?

d. Metodologia
• Identificação dos instrumentos e procedimentos a serem adotados na pesquisa;

e. Cronograma
• Escalonamento no tempo de todas as tarefas e fases da pesquisa;

f. Referências Bibliográficas;
É necessário ter em mente: O que estudar? Para que serve? Quem já publicou?

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1. INTRODUÇÃO
Deve apresentar o problema e uma revisão da literatura referente à questão.

2. JUSTIFICATIVA
A justificativa deve conter a motivação para a realização da monografia. Através da justificativa, o pesquisador convencerá ou não da importância ou necessidade do projeto.

3. OBJETIVO
Indicação do que se pretende alcançar com a pesquisa a ser realizada na monografia. Assim como nas demais partes do projeto, deve-se expor os argumentos com clareza e de maneira encadeada.

4. METODOLOGIA
Deve conter as explicações do problema a ser levantado, ou seja, quais os procedimentos a serem utilizados. É através da metodologia que se avalia o conhecimento técnico que o pesquisador tem para executar o projeto de monografia.
O pesquisador deve informar na metodologia o material de trabalho disponível para a monografia. Caso a pesquisa envolva uma análise empírica, é importante que o pesquisador busque as devidas fontes de dados, as variáveis a serem utilizadas e identifique o(s) método(s) para verificação da(s) hipótese(s).
Se a pesquisa envolver uma análise teórica, é fundamental que o pesquisador identifique as fontes bibliográficas para a realização de uma resenha acerca da teoria.
Em suma, a metodologia mostra os caminhos a serem adotados para a solução do problema.

5. CRONOGRAMA
Escalonamento no tempo de todas as fases e tarefas da monografia.
Além disso, o pesquisador deverá incluir um esboço da estrutura da monografia -chamado de índice tentativo, explicitando os títulos e o conteúdo prévio dos capítulos. Exemplo de índice Tentativo:
Este trabalho será dividido em quatro etapas, numa análise posterior sobre a desigualdade da distribuição de renda e suas principais repercussões sobre o desenvolvimento social no estado de Pernambuco. Especificamente, serão analisados como:

• Introdução
• Capítulo l- Referencial teórico sobre a desigualdade;
• Capítulo 2- Análise comparativa da desigualdade;
2.1- A evolução da desigualdade no Brasil;
2.2- A evolução da desigualdade em Pernambco;
• Capítulo 3- Metodologia;
• Capítulo 4- Análise e discussão dos resultados
• Conclusão

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Deve conter a bibliografia utilizada - e devidamente citada no decorrer do projeto - referente ao assunto de pesquisa.
EXEMPLOS:
AFONSO, José, REZENDE, Fernando, VARSANO, Ricardo. Reforma Tributária no Plano Constitucional: uma Proposta para Debate. Brasília: IPEA, 1998 (texto para discussão n° 606)
BAER, Werner. Economia Brasileira. São Paulo: Nobel, 1996.
COSSÍO, Fernando. Disparidades econômicas inter-regionais. capacidade de obtenção de recursos tributários, esforço fiscal e gasto público no federalismo brasileiro. Rio de janeiro: BNDES, 1998.

Modelo Projeto Monográfico Facet



CURSO DE MONOGRAFIA JURÍDICA I
NÚCLEO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES, PESQUISA PERMANENTE E EXTENSÃO - NAPPE







TÍTULO/SUBTÍTULO DO PROJETO

NOME DO ALUNO (COMPLETO)
MATRÍCULA








TIMBAÚBA
MÊS - ANO

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX






TÍTULO DO PROJETO









Projeto de Pesquisa apresentado ao Prof. __________________________________ , como requisito parcial para elaboração da monografia de conclusão do curso de graduação em ______________________ , tendo como orientador de conteúdo o Prof._______________________________ .








FACET
TIMBAÚBA
MÊS - ANO
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX








Em consonância ao estatuído pela Resolução Nº 02/2006 da Faculdade de Ciências de Timbaúba, a qual dispõe sobre a regulamentação interna do trabalho de conclusão de curso (TCC), declaro aceito o aluno________________________________________________________como meu orientando, nos termos do artigo 4º, parágrafo 1º, da supracitada Resolução.


Professor: _________________________________________
Matricula: ___________________
Assinatura: ________________________________________








XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

SUMÁRIO



1- INTRODUÇÃO.............................................................3

2- OBJETIVOS.................................................................4

3- JUSTIFICATIVA............................................................5

4- METODOLOGIA............................................................7

5- CRONOGRAMA.............................................................8

6- BIBLIOGRAFIA.............................................................9

7- ANEXOS....................................................................10


XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

1-INTRODUÇÃO
(O QUE É O TEMA?)

Na introdução o aluno deverá explicar o assunto que deseja desenvolver.

· Desenvolver genericamente o tema
· Anunciar a idéia básica
· Delimitar o foco da pesquisa
· Descrever as motivações que levaram à escolha do tema
· Definir o objeto de análise: O QUÊ SERÁ ESTUDADO? (o objeto poderá ser um ponto autônomo)
· Situar o tema dentro do contexto geral de sua área de trabalho:

(0 QUE JÁ FOI ESCRITO SOBRE O TEMA?)

Pesquisa alguma parte hoje da estaca zero. Mesmo que exploratória, isto é, de avaliação de uma situação concreta desconhecida em um dado local, alguém ou um grupo, em algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para que não haja duplicação de esforços.
A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes.

DICAS:
A literatura indicada deverá ser condizente com o problema em estudo.
Citar literatura relevante e atual sobre o assunto a ser estudado.
Apontar alguns dos autores que serão consultados.
Demonstrar entendimento da literatura existente sobre o tema.
As citações literais deverão aparecer sempre entre aspas, indicando a obra consultada. CUIDADO COM O PLÁGIO!
As citações devem especificar a fonte (AUTOR, ANO, PÁGINA)
Citações literais, utilizar fonte nº 11.

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2- OBJETIVOS
(VAI BUSCAR O QUÊ?)

Aqui o aluno deverá descrever o objetivo concreto da pesquisa que irá desenvolver: o que se vai procurar.
A apresentação dos objetivos varia em função da natureza do projeto. Nos objetivos da pesquisa cabe identificar claramente o problema e apresentar sua delimitação. Apresentam-se os objetivos de forma geral e específica.
O objetivo geral define o que o pesquisador pretende atingir com sua investigação.
Os objetivos específicos definem etapas do trabalho a serem realizadas para que se alcance o objetivo geral. Podem ser: exploratórios, descritivos e explicativos. Utilizar verbos para iniciar os objetivos:
· Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
· Descritivos (caracterizar, descrever, traçar, determinar)
· Explicativos (analisar, avaliar, verificar, explicar)
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3- JUSTIFICATIVA
(POR QUE FAZER?)

Consiste na apresentação, de forma clara, objetiva e rica em detalhes, das razões de ordem teórica ou prática que justificam a realização da pesquisa ou o tema proposto para avaliação inicial. No caso de pesquisa de natureza científica ou acadêmica, a justificativa deve indicar:
· A relevância social do problema a ser investigado.
· As contribuições que a pesquisa pode trazer, no sentido de proporcionar respostas aos problemas propostos ou ampliar as formulações teóricas a esse respeito.
· A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade proposta pelo tema.

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4- METODOLOGIA
(COMO FAZER?)

· Descrever sucintamente o tipo de pesquisa a ser abordada (bibliográfica, de campo, etc. )
· Delimitação e descrição (se necessário) dos instrumentos e fontes escolhidos para a coleta de dados: entrevistas, formulários, questionários, legislação, doutrina, jurisprudência, etc.
· Listar bibliotecas visitadas até o momento do projeto e outras a serem visitadas durante a elaboração do trabalho final.
· Indicar outros recursos: jornais, periódicos, Internet.
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5- CRONOGRAMA
(EM QUANTO TEMPO FAZER?)

A elaboração do cronograma responde à pergunta quando? A pesquisa deve ser dividida em partes, fazendo-se a previsão do tempo necessário para passar de uma fase a outra. Não esquecer que há determinadas partes que podem ser executadas simultaneamente enquanto outras dependem das fases anteriores. Distribuir o tempo total disponível para a realização da pesquisa, incluindo nesta divisão a sua apresentação gráfica.

MÊS/ETAPAS
Mês 1
Mês 2
Mês 3
Mês 4
Mês 5
Mês 6
Mês 7
Mês 8
Mês 9
Mês10
Mês 11
Escolha do tema
Levantamento bibliográfico
Elaboração do anteprojeto
Apresentação do projeto
Coleta de dados
Análise dos dados
Organização do roteiro/partes
Redação do trabalho
Revisão e redação final
Entrega da monografia
Defesa da monografia
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6-BIBLIOGRAFIA
(QUAL O MATERIAL BIBLIOGRÁFICO UTILIZADO?)
· A bibliografia utilizada no desenvolvimento do projeto de pesquisa (pode incluir aqueles que ainda serão consultados para sua pesquisa).
· A bibliografia básica (todo material coletado sobre o tema: livros, artigos, monografias, material da internet, etc.)
· Na bibliografia final listar em ordem alfabética todas as fontes consultadas, separadas por tipo. Apenas a título de exemplo, a seguir, veja como citar alguns dos tipos de fontes mais comuns:
Livros:
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 2. ed. SP: Atlas, 1991.
LAKATOS, Eva e Marconi, Marina. Metodologia do Trabalho Científico. SP: Atlas, 1992.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos. 4. ed. SP: Atlas, 1996.

Artigos de revistas:
AS 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica. Rio de Janeiro. v.38, n. 9, set.1984. Edição Especial.

TOURINHO NETO, F. C. Dano ambiental. Consulex. Brasília, DF, ano 1, n. 1, p. 18-23, fev. 1997.

Material da Internet
SÃO PAULO. (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Tratados e organizações ambientais em matéria de meio ambiente. In: Entendendo o meio ambiente. São Paulo,1999. v. 1. Disponível em: <
http://www.bdt.org.br/sma/entendendo/atual.htm> . Acesso em : 8 mar.1999.

SILVA, M.M.L. Crimes da era digital. NET, Rio de Janeiro, nov.1998.Seção Ponto de Vista. Disponível em <
http://www.brasilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm> Acesso em: 28 nov.1998.
3cm.
3cm.



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7- ANEXOS
2cm

Você pode anexar qualquer tipo de material ilustrativo, tais como tabelas, documentos ou parte de documentos, resultados de pesquisas, etc.


Indicações para apresentação gráfica de seu projeto:

· Utilizar papel branco, A4.
· Fonte ARIAL ou TIMES NEW ROMAN, estilo normal, tamanho 12.
· Citações com mais de três linhas, fonte tamanho 11, espaçamento simples e recuo de 4cm da margem esquerda.
· Notas de rodapé, fonte tamanho 10.
· Todas as letras dos títulos dos capítulos devem ser escritas no canto esquerdo de cada página, em negrito e maiúsculas.
· Cada capítulo deve começar em folha nova.
· O espaçamento entre linhas deve ser 1,5.
· O início de cada parágrafo deve ser recuado de 2cm. da margem esquerda.
· As margens das páginas devem ser: superior e esquerda de 3cm; inferior e direita de 2cm.
· Impressão em única face
· Texto na cor preta (salvo para ilustrações, etc., se for o caso)
· O número da página deve aparecer na borda inferior direita, inclusive das Referências e Anexos, somente a partir da Introdução, embora todas sejam contadas a partir da folha de rosto. Não contar a capa para efeito de numeração.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dicas para falar em público (2)

DICAS PARA FALAR EM PÚBLICO (2)
1) Prepare-se para falar. Assim como você não iria para a guerra municiado apenas com balas suficientes para acertar o número exato de inimigos entrincheirados, também para falar não deverá se abastecer com conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a apresentação. Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor. Isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos. Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou, se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção: embora esse treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas. Reúna um grupo de amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou de classe, e converse bastante sobre o assunto que irá expor.
2) A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa comunicação. Se você cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, mas comportar-se de maneira natural e espontânea, tenha certeza de que os ouvintes ainda poderão acreditar nas suas palavras e aceitar bem a mensagem. Entretanto, se usar técnicas de comunicação, mas apresentar-se de forma artificial, a platéia poderá duvidar das suas intenções. Respeite seu estilo de comunicação. Você vai se sentir seguro e suas apresentações serão mais eficientes.
3) Não confie na memória, leve um roteiro como apoio. Algumas pessoas memorizam suas apresentações palavra por palavra imaginando que assim se sentirão mais confiantes. A experiência demonstra que, de maneira geral, o resultado acaba sendo muito diferente. Se você se esquecer de uma palavra importante na ligação de duas idéias, talvez se sinta desestabilizado e inseguro para continuar. O pior é que ao decorar uma apresentação você poderá não se preparar psicologicamente para falar de improviso e ao não encontrar a informação de que necessita, ficará sem saber como contornar o problema. Use um roteiro com as principais etapas da exposição, e frases que contenham idéias completas. Assim, diante da platéia, leia a frase e a seguir comente a informação, ampliando, criticando, comparando, discutindo, até que essa parte da mensagem se esgote. Se a sua apresentação for mais simples poderá recorrer a um cartão de notas, uma cartolina mais ou menos do tamanho da palma da mão, que deverá conter as palavras-chave, números, datas, cifras, e todas as informações que possam mostrar a seqüência das idéias. Com esse recurso você bate os olhos nas palavras que estão no cartão e vai se certificando que a seqüência planejada está sendo seguida.
4) Use uma linguagem correta. Uma escorregadinha na gramática aqui, outra ali, talvez não chegue a prejudicar sua apresentação. Entretanto, alguns erros grosseiros poderão ser fatais. Os mais graves que costumam ocorrer são: "fazem tantos anos", "menas", "a nível de", "somos em seis", "meia tola", entre outros. Mesmo que você tenha uma boa formação intelectual, sempre valerá a pena fazer uma revisão gramatical, principalmente quanto à conjugação verbal e às concordâncias.
5) Saiba quem são os ouvintes. Cada público possui características e expectativas próprias, e que precisam ser consideradas em uma apresentação. Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhecem o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim, poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.
6) Tenha começo meio e fim. Anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou. Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros, ou mostrando os benefícios da mensagem, diga qual tema vai abordar. Assim, a platéia acompanhará seu raciocínio com mais facilidade, porque saberá aonde deseja chegar. Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos ouvintes. Se, por exemplo, deseja apresentar a solução para um problema, diga antes qual é o problema. Se pretende falar de uma informação atual, esclareça inicialmente como tudo ocorreu até que a informação nova surgisse.
7) Tenha uma postura correta. Evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que está desatenta, etc. Caso contrário é preferível que fique parado. Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação. Procure falar olhando para todas as pessoas da platéia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural. O semblante é um dos aspectos mais importantes da expressão corporal, por isso dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando falar em alegria. Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para não passar a idéia de que está inseguro ou hesitante.
8) Seja bem-humorado. Nenhum estudo comprovou que o bom humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade. Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante. Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade.
9) Use recursos audiovisuais. Esse estudo é impressionante: se apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes vão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma vez, tome cuidado com os excessos. Nada de Power Point acompanhado de brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever, e outros ruídos que deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a apresentação. Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como "colinha", só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário. Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler. Projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras. Apresente números em forma de gráficos. Use cores contrastantes, mas sem excesso. Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que possibilite a visualização da platéia e facilite sua movimentação. Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões maiores as chances de aparecerem problemas.
10) Fale com emoção. Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem? A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dicas para falar em público (1)

DICAS PARA FALAR EM PÚBLICO (1)

1. Fale de um tema que você goste.
2. Dedique-se a preparação da fala. Aproveite o tempo livre para treinar a sua apresentação. Você sentirá mais confiança se conscientemente estiver convicto do bom preparo.
3. Antes da fala, fique próximo de pessoas otimistas. Evite os pessimistas de plantão.
4. Treine com antecedência as respostas para as possíveis perguntas que poderão surgir durante a sua apresentação.
5. Deu “branco” e agora o que fazer? Evite se desesperar neste momento. Não chame a atenção para um aspecto negativo dizendo: “xiiii deu branco”. A melhor dica é manter a calma e procurar recapitular as últimas informações para tentar lembrar a seqüência da fala. Se você não se lembrar, informe que mais tarde voltará naquele ponto.
6. Cuide da gramática, pois um erro nessa área poderá comprometer a apresentação.
7. Fique atento aos vícios de linguagem “né” e “tá”. Eles demonstram insegurança.
8. Analise com antecedência a característica predominante do seu público.
9. Evite decorar a fala. Quando a fala é decorada, ela compromete a naturalidade do orador. As pessoas querem assistir a um ser humano e não a uma máquina.
10. Utilize as novas tecnologias. Não tenha medo do Datashow e evite depender de terceiros na hora da apresentação. Procure organizar a apresentação de forma que você mesmo possa dar o clique para mudar a página.
11. Tenha sempre um plano “B” por perto. Nas apresentações o que mais acontece são imprevistos. O plano “B” poderá ser uma ficha com algumas anotações. Procure utilizar palavras chave e frases curtas.
12. Seja autentico. Procure agir com naturalidade.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Facet: Normativa Monografia (TCC)

ASSOCIAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR SANTA TEREZINHA
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE TIMBAÚBA
Autorizado pela Portaria Ministerial nº 121 de 12.01.2004
Av. Antônio Xavier de Moraes, 03
Sapucaia- Timbaúba- PE - CEP 55870-000
TELEFAX: (0xx81) 3631-0752


RESOLUÇÃO N 02/2006 Timbaúba, 29 de dezembro de 2006.


Dispõe sobre a regulamentação interna do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

O Conselho de Ensino da Faculdade de Ciências de Timbaúba, no uso de suas atribuições regimentais e;
Considerando a necessidade de regulamentar a Monografia obrigatória de final de curso para graduação em Direito.
Considerando as disposições Regimentais da Faculdade Ciências de Timbaúba:

RESOLVE:
Art. 1° - Para conclusão do curso de graduação em Direito será obrigatória a apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sob a forma de pesquisa monográfica, a ser defendida perante banca examinadora, com tema e orientador escolhidos pelo aluno, em área e disciplina de seu interesse.
Art. 2° - A elaboração e defesa da monografia têm por fim proporcionar ao aluno de graduação em Direito a oportunidade de demonstrar os conhecimentos adquiridos, a objetividade da pesquisa realizada e a capacidade de interpretação e crítica sobre o tema desenvolvido e apresentado, além de atestar seus conhecimentos metodológicos para elaboração de trabalhos científicos.
Art. 3° - A monografia será elaborada sob a orientação de um professor do Curso de Direito da Faculdade de Ciências de Timbaúba ao qual o tema escolhido se ajustar, devendo esta atividade se efetuar em horários destinados para esse fim, fora do tempo previsto para as aulas ou seminários.
Art. 4° - O aluno escolherá o seu orientador, observados os critérios da Coordenação do Curso, apresentando-lhe a indicação do tema e o projeto de monografia ao final do 9º período.
§ 1° - Ao assinar o projeto da monografia, o professor estará aceitando a indicação para a orientação.
§ 2° - O professor orientador poderá dispor de monitores para colaborar nas atividades desenvolvidas junto aos orientandos.
§ 3° - Cada professor poderá ter sob sua orientação até o máximo de 05 (cinco) alunos, considerando-se ocupada a vaga a partir da assinatura do projeto e liberada com a aprovação do aluno respectivo pela Banca Examinadora.
§ 4º – Excepcionalmente poderá ser excedido o limite máximo de alunos por orientador, a critério exclusivo da Coordenação do Curso de Direito.
Art. 5° - Compete ao professor orientador:
I - Atender aos respectivos orientandos, com o auxílio dos monitores, em horários previamente fixados e divulgados para conhecimento dos interessados.
II - Acompanhar e avaliar o cumprimento das etapas do trabalho, segundo o cronograma estabelecido pelo projeto de monografia.
III - Aprovar o texto final da monografia, quando presentes os elementos que o autorizem.
IV - Presidir a banca examinadora na defesa da monografia do aluno sob sua orientação.
Art. 6° - Os trabalhos relativos à elaboração e defesa da monografia compreendem as seguintes fases, concomitantes ou sucessivas:
I - Aprovação nas disciplinas metodológicas preparatórias.
II - Escolha do tema, do orientador e do projeto inicial, a partir do 9º período;
III – Elaboração do projeto monográfico, respeitado o cronograma estabelecido pelo professor da disciplina monografia jurídica I (9º período);
IV - Elaboração da monografia, respeitado o cronograma estabelecido com o orientador;
V - Entrega do texto final da monografia ao orientador no 10º período, respeitados os prazos fatais determinados pela Coordenação do curso de Direito;
VI - Defesa da monografia perante banca examinadora, no 10º período, podendo o referido prazo estender-se a período sucessivo, quando o aluno continuará vinculado à Faculdade de Ciências de Timbaúba e não poderá colar grau.
Parágrafo único - O aluno poderá mudar de tema e de orientador, respeitados os prazos e formalidades previstos nesta Resolução ou noutra, a ser previamente editada pela Faculdade.
Art. 7° - O projeto da monografia obedecerá às exigências metodológicas das disciplinas preparatórias específicas, evoluindo de acordo com as mesmas.
Parágrafo único - Para aprovação do projeto da monografia, o professor da disciplina Monografia jurídica I levará em conta a existência ou não de monografia já apresentada ou definida sobre tema idêntico, devendo ser incentivada a originalidade de abordagem.
Art. 8º - Aprovado o projeto da monografia, um exemplar permanecerá na Coordenação do Núcleo de Atividades complementares, Pesquisa Permanente e Extensão – NAPPE do Curso de Direito, para acompanhamento das etapas de sua elaboração.
Parágrafo único - A monografia atenderá aos requisitos impostos pela metodologia cientifica, ressaltando-se, entre outros, a forma impressa, utilização correta das notas de rodapé e relação dos autores consultados. O trabalho deve apresentar introdução, desenvolvimento lógico e conclusões finais, ficando a critério do aluno, com a devida orientação, respeitadas as exigências das disciplinas metodológicas e as exigências do tema, determinar sua extensão.
Art. 9º - A apresentação do texto final da monografia para aprovação do professor orientador, fica condicionada à aprovação do aluno nas disciplinas de Metodologia e Monografia Jurídica I, disciplinas consideradas pré-requisitos para defesa.
Art. 10 - A monografia será defendida perante Banca Examinadora composta de três docentes, sob a presidência do professor orientador.
Parágrafo único - Os demais membros da banca examinadora, assim como um suplente, serão escolhidos pelo Coordenador do Curso, ouvido o professor orientador, entre docentes da Faculdade de Ciências de Timbaúba ou profissionais de reconhecido saber e com atuação compatível com o tema objeto da monografia, desde que possuam, no mínimo, o título de especialista em área jurídica ou afim.
Art. 11 - A data para defesa da monografia será fixada pelo Coordenador do Curso e tem por finalidade testar a competência do aluno na matéria.
Parágrafo único - As sessões de defesa de monografia serão públicas e se desenvolverão no auditório da Faculdade de Ciências de Timbaúba ou outro local previamente definido pela Coordenação de Curso de Direito.
Art. 12 - Na defesa, após exposição inicial de 15 (quinze) minutos pelo aluno, cada examinador disporá do tempo de 10 (dez) minutos para fazer a sua argüição, tendo o aluno igual período para a resposta.
Art. 13 - Após as argüições, serão atribuídas as notas, obedecendo-se ao sistema de notas individuais por examinador, levando-se em conta, entre outros critérios, o conteúdo da monografia e a defesa apresentada pelo aluno.
§ 1° - A nota final será o resultado da média das notas atribuídas pelos membros da banca examinadora.
§ 2° - Para ser aprovado, o aluno deverá obter nota igual ou superior a 7(sete) na média aritmética das notas individuais atribuídas pelos membros da banca examinadora.
§ 3º - O aluno reprovado poderá reapresentar a monografia, com a anuência do professor orientador, a partir do semestre seguinte à defesa, podendo a Coordenação do Curso designar nova banca. A mudança de orientador e/ou de tema sujeitará o aluno à observância dos prazos e formalidades previstos nesta Resolução ou em outra previamente fixada e editada pela Faculdade.
Art. 14 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Luiz Rodrigues de Sousa
Diretor Geral

Osvaldo Rodrigues de Sousa
Diretor Acadêmico

Gutemberg José da Costa Marques Cabral
Coordenador

Francisco Penante
Coordenador Núcleo de Pesquisa